segunda-feira, 6 de julho de 2009

:::Em Espera:::

Fonte: www.nfactory.org

.ok. mudanças de planos são necessárias em tempos ruins.

.traçei uma meta. esquemas. intenções. um gol. e a partir dai, comecei uma luta, uma caça, uma batalha. e passou certo tempo. e nada.

.agora, revejo tudo. porque a necessidade e a realidade são urgentes, vitais, inadiáveis. é hora de colocar alguns anseios em espera. não desistir deles, claro. mas se eles necessitam de tempo e do momento para acontecerem, é o mínimo que você pode oferecer.

.triste, um pouco. decepcionado, talvez. mas com a intenção de transformar tudo em lições. afinal, é o que resta. é o que tem que ser.

.perder batalhas é importante para desenvolver táticas para buscar a vitória na guerra? o recuo tático é bom, ruim ou depende de por que e quem o faz? por que essa sensação de derrota é tão devastadora mesmo quando indica um caminho em direção a algo melhor? orgulho demais é o primeiro passo para erros eternamente repetidos?

.abraço.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

:::Liberdade Vigiada::::

Fonte: www.tudolink.com

.ok. para tudo existe uma primeira vez.

.apesar de ser bastante comum, eu nunca tinha sofrido um roubo. ou melhor, como explicou o policial, um furto (que é subtração de algo móvel) - o roubo ocorre sob ameaça ou violência.

.não foi nada grave. não foi nada extremamente perturbador. mas foi o que foi. no primeiro momento, fiquei atônito. depois, com certa raiva, amaldiçoando o infeliz. e no final, encarar os fatos. não há muito o que se fazer.

.ainda acredito na humanidade. ainda acredito na bondade de cada um. ainda acredito em um futuro melhor. mas de agora para frente, as crenças continuam porém observadas de local bem mais seguro, com cadeados e chaves, desconfianças e alertas. demorou para entender, mas está claro.

.ninguém está mais seguro. em nenhum lugar.

.em quem confiar? o jeito agora é confiar desconfiando? criar uma prisão particular oferece proteção com algumas restrições? existem culpados? você está errado se faz um pré-julgamento quando sente-se inseguro?

.abraço.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

:::Imperfeição Para Todos::::

Fonte: bamos.blogs.sapo.pt

.ok. a essência nunca chega à perfeição.

.todo mundo reclama dos defeitos dos outros. e alguns assumem o mal que os seus próprios defeitos causam a si e a outras pessoas. ninguém gosta de errar, de possuir essas pequenas deformações, de ser um pouco menos numa área em que outros estão um pouco mais.

.os conselhos ditam evitar certos atos. a consciência fica alerta, embora não consiga prever e agir o tempo todo. os amigos toleram e avisam de vez em quando. os estranhos não se importam tanto. e se importam, engrossam o discurso e desaparecem, como todo e qualquer estranho.

.eu sei que certas manias podemos controlar. alguns atos, minimizar. porém, eu não tenho a mínima certeza se é possível extinguir toda essa gama de detalhes.

.aprendemos com os erros. não aprendemos a aprender com os erros. cometemos grandes burradas. consertamos alguns estúpidos atos. creio que retirar todo esse ingrediente de confusão provavelmente tornaria tudo muito chato, instituiria um tédio infinito. além, de claro, homogeneizar um grupo de diferentes.

.vamos aceitar os erros. os defeitos. nossos e dos outros. vamos controlar o que é possível e tolerar o que não for controlável. enfim. humanos mais uma vez.

.o que você domina? o que não consegue reprimir? quão tolerante você realmente é? quais defeitos você abomina? eles seriam realmente abomináveis em pessoas que você ama? e qual a diferença se fosse um desconhecido? o seu erro é pensar que você nunca erra? você é realmente você sem seus erros e defeitos?

.abraço.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

::::Comércio, Compra E Venda::::

Fonte: blogtalkradio.com

.ok. eu sou uma puta.

.não porque eu vendo sexo, meu corpo, para quem quiser pagar. embora o pensamento não fosse totalmente estranho a essa minha mente cheia de possibilidades (venda ou compra), ainda não chegou a hora para experimentações. talvez chegue. talvez não.

.identifiquei-me dessa forma não por querer criar algo pejorativo. nem denominar algo específico. mas quero defender uma ação colocando-me no mesmo patamar.

.afinal se alguém vende seu corpo, isso equipara-se a vender o seu trabalho. e mesmo se você vê alguma diferença, uma outra razão: você vende o seu próprio corpo, um bem seu, somente seu. e não é nem bom entrar em questões morais, éticas, religiosas.

.é necessário ver que nem tudo envolve dinheiro. e ao contrário do que garante aquele cartão de crédito, tudo tem o seu preço sim. cedo ou tarde você saberá quanto. talvez amor, atenção, favores, mentiras, indicações. e pior, o que aparentemente é grátis pode lhe custar mais caro do que diamantes azuis.

.enfim, sem apologias ou acusações. somos todos comerciantes e mercenários. de uma forma ou outra.

.qual a sua oferta? o que você compra? você inconscientemente busca um retorno nas suas ações? ou você sabe muito bem diferenciar cada caso, cada preço? por que a quantificação do poder sempre pende para o lado do comprador? qual o seu valor? qual o seu preço?

.abraço.

terça-feira, 30 de junho de 2009

::::Escolhendo Vidas::::

Fonte: photobucket.com

.ok. todo mundo paga pelas suas escolhas.

.em "A Bela da Tarde", Séverine (Catherine Deneuve), infeliz com sua vida sexual no casamento, procura um discreto bordel onde satisfaz desejos de clientes e de certa forma, os seus.

.embora seja uma ação extrema, a opção dela é totalmente real, verdadeira. ao invés de calar suas necessidades, resolveu alimentá-las e vivê-las, ainda que de forma secreta. não era apenas pelo dinheiro, ela conseguia suas aventuras proibidas sem imacular sua outra vida.

.não defendo prostituição. não defendo adultério. não defendo mentiras. não defendo hipocrisia. mas defendo liberdade em utilizar certos meios para obter certos fins.

.claro, cada situação exige certas medidas e pesos. mas no momento em que danos são mínimos (ou inexistentes), qual o ponto de apontar o dedo ou condenar?

.viver duas vidas em segredo é necessário? viver uma vida só é entediante? viver várias vidas em uma mesma, expostas e conhecidas, é confuso? qual a luta para manter uma imagem exigida por todos ao seu redor? vale a pena igualar-se a outrem se isso é totalmente contrário a quem você é? qual a vida ideal? será que ela existe?

.abraço.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

:::Sonhos Reais::::

Fonte: YouTube

.ok. contos de fada são inofensivos e essenciais.

.revi nesse fim de semana "A Casa Do Lago". é uma fábula sobre pessoas perdidas em épocas diferentes que trocam correspondências pela caixa de correio da casa onde moravam e apaixonam-se.

.todo mundo sabe que a realidade é quem manda. que encher a cabeça de sonhos somente, não leva a lugar nenhum. que idealizar situações geralmente cria desastres piores. e qual é o fim daqueles que perdem-se nas ilusões.

.mas, nada como a consciência para nos tirar dessa enrascada. aquele bom conselho diz: o exagero é ruim e o equilíbrio é a saída. assim, eu não vejo razão nenhuma para abdicar desses nossos pequenos devaneios entre os acontecimentos da vida real: feliz, infeliz, indecisa ou bem-sucedida.

.cultivar sonhos é como adubar plantas. fornecer alimento, proteção, cuidados para algo maior. um desejo a alcançar. uma batalha a vencer. um sorriso a conquistar. tudo com uma finalidade. nada de pés fora do chão. cabeça nas nuvens, com o caminhar por terreno firme (desconhecido ou não).

.quanta inspiração é necessária para uma vida real de sonhos? o que os seus ideais, aspirações, loucuras dizem sobre sua vida, sobre quem você é? mundo real e surreal coexistem em harmonia, ou cada um cria seu próprio universo? você depende de sua fada madrinha ou contribui nas realizações? quem você espera? o que você espera? por que você espera?

.abraço.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

:::Momentos:::

Fonte: YouTube

.ok. a vida é feita de momentos.

.uma das melhores cenas do filme "O Casamento Do Meu Melhor Amigo" é essa que inicia o post. nela, Michael, o alvo de todas as loucuras de Julia Roberts, fala sobre oportunidades que aparecem e que simplesmente evaporam no ar, se não as aproveitamos na hora.

.difícil encontrar quem nunca encarou tal situação. muitas vezes não queremos admitir. claro, porque em muitas delas opta-se pelo caminho mais fácil: fugir, negar, apagar, esquecer. e mesmo quando encara-se a situação de frente, nem sempre evita-se uma catástrofe.

.e não faltam exemplos de quem acha isso o coisa mais fácil do mundo. "enfrente!", "você não é mais uma criança", "não deixe a oportunidade passar, porque ela pode não voltar mais". porém o que poucos entendem é todo o processo interno. o medo, os questionamentos, os poréns, os nada's que parecem tudo.

.eu já aproveitei alguns momentos. deixei passar muitos. tive meus bons e maus resultados. aprendi, perdi, cresci, chorei, morri, renasci. e ainda não é o suficiente para amenizar toda a situação. a cada novo momento, o mesmo drama.

.a quem pertence os momentos: nós mesmos ou destino? quem consegue explicar a fuga de algo que perseguimos a vida inteira? quando se perde um momento, é possível resgatá-lo? quem consegue enfrentar todas as decisões sem segundos pensamentos? você espera o seu momento chegar ou o persegue incansavelmente?

.abraço.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

::::Politicagem::::

Fonte: quizilla.com

.ok. dizer a verdade é sempre a coisa certa?

.contam que a honestidade é a melhor política nos relacionamentos. que esconder certos aspectos ou acontecimentos pode apenas adiar um desatre. e as soluções para uma verdade pesada são mais palpáveis do que uma mentira branca.

.eu ainda resisto a aderir essa linha de pensamento. considero que certas coisas ficam melhor debaixo do tapete. afinal, porque incluir algo na relação que nem sempre tem a ver com o momento? isso não me torna um mentiroso compulsivo, talvez participante do clube da honestidade seletiva. e pensando bem, despejar a verdade sobre alguém pode aliviar a sua alma mas condenar outra(s).

.a loucura toda que envolve o processo inverso é notável. eu exijo a verdade sempre. porque independente de quem conta, eu sempre invento um jeito de descobrir. pode me destruir, magoar, desistir, mas enfim, eu sou assim. nada justo, não é mesmo?

.verdades e mentiras existem porque destino e fatalidade determinam sua ocorrência? você prefere a verdade absoluta ou a verdade necessária? "omitir" é apenas uma palavra que tenta fugir do ranço que envolve o "mentir"? a verdade cansa ou a mentira vicia?

.abraço.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

::::Derrotando Vitórias::::


.ok. eu detesto perder.

.eu sei que ninguém gosta na verdade. mas o jeito que cada um lida com isso é o segredo. e eu não conheço essa fórmula mágica. eu preciso entender o porquê. contestar. bater pé. discutir. contra-argumentar. teimar. gritar. espancar o travesseiro. pensar em bater minha cabeça contra a parede.

.pode ser uma picuinha com um estranho. assuntos banais com um amigo. não importa com quem, nem o porquê. eu quero estar certo. eu quero vencer. sempre. e como isso nem sempre é possível. eu vivo estressado. porque quem vive dessa forma, abre mão de paz e tranquilidade. e você fica sempre a um passo da insanidade.

.eu já pensei e repensei os prós e contras. e não sei ao certo qual lado prevalece.

.quem procura a vitória acima de tudo, já tem uma derrota independente dos resultados? qual o pior: o neurótico por vitórias ou o conformado com as derrotas? afinal, preocupar-se com isso tudo não leva a nada? é jogo, guerra ou apenas a vida?

.abraço.

terça-feira, 23 de junho de 2009

::::Padrões De Elasticidade:::::

Fonte: insiderkeys.wordpress.com

.ok. como é difícil fugir de certos padrões.

.uma das minhas últimas manias é baixar audiobooks e ouví-los enquanto malho. geralmente, faço escolhas das quais não são realmente muito necessárias refletir muito, visto que ao mesmo tempo que o autor tenta dizer algo, você tem que manter certa atenção nos pesos. um desses títulos é o mais do que batido "Homens são de Marte, Mulheres são de Vênus" (John Gray). apesar de reconhecê-lo, nunca o li, nem sabia ao certo o que tratava.

.enfim, uma das teorias que o autor prega é a do elástico. homens tendem a se aproximar e por algumas razões específicas afastam-se (com medo de intimidade, para resolver seus problemas, para lidar melhor com os problemas da outra pessoa e assim vai) e depois do tempo de processamento de informações, acabam voltando.

.eu já atuei nos dois lados. e em nenhum deles a situação é confortável. se você precisa de espaço, é complicado explicar sem nenhum dano (para ambos). se você quem concede, é inevitável questionar o que há de errado (se há) ou como lidar com isso tudo (principalmente com a volta depois de passado o "tempo").

.existe um lado certo? padrões existem para melhorar, confundir, questionar ou fugir? tudo isso é uma desculpa bem bolada ou faz sentido? será que chega o momento onde o padrão fica para trás e assume-se uma nova atitude? nossas semelhanças nos condenam ou indicam o caminho para libertação?

.abraço.